sábado, 12 de março de 2011

30 coisas pra se fazer antes dos 30

Então, to na net em pleno sábado a noite, sem nada de interessante pra fazer, vi essa listazinha aqui achei legal e vou postar. 

O que estiver em negrito é o que ainda pretendo fazer
O que estiver riscado é o q eu já fiz
E o que estiver em vermelho quer dizer queimação, portanto não vou dizer nem se fiz ou se quero fazer. xD

30 coisas pra se fazer antes dos 30

1. Transar c/ alguém c/ menos de 20 anos ( vale se vc também tiver menos de 20?)

2.Encontrar um ídolo
 

3.  Viajar sozinho (maravilhoso, experiência única na vida)

4. Ir numa boate gay ( FÁRIAS VEZ!)

5. Correr pelado na praia deserta com os seus amigos

6. Namorar alguém problema

7. Pintar o cabelo de uma cor absurda ( já tive cabelo rosa, azul, roxo...)

8. Passear sem calcinha/cueca

9. Transar num lugar público

10. Agarrar o seu amor platônico

11.Brincar de "todo mundo beija todo mundo" (eh...sem comentário, por favor!)

12. Comprar 5 sapatos em 1 dia

13. Subir em 1 palco e dançar loucamente (eh...)

14. Ir para balada de ônibus (ser pobre faz parte)

15. Fazer uma tatoo

16. Ir a um psiquiatra por causa de amor

17. Tomar banho de mar a noite (ma-ra-vi-lho-so)

18. Ter o melhor sexo da sua vida c/ um(a) otário(a) (eh...)

19. Sacanear um desconhecido

20. Transar com alguém e esquecer o nome dele(a)

21. Ir a uma vidente por causa de amor

22. Ter uma noite bem louca (eh...)

23. Se jogar de roupa na piscina (mais besta logo)

24. Adotar um bicho abandonado

25. Viajar de ônibus p/ longe

26 .Chorar de tanto rir (SEMPRE)

27. Aprender a dizer não (mais ou menos...)

28. Ficar com 3 na mesma noite (QUEM NOONCA?)

29. Beijar alguém do mesmo sexo


30. Dizer EU TE AMO sem esta bebado

quinta-feira, 10 de março de 2011

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Dos "e se..." da vida.

Se tem algo de que morro de medo é dos "e se..." da vida, prefiro arriscar, me jogar de cabeça, possivelmente me arrepender no futuro, mas não deixo de fazer o que tenho vontade ou o que julgo ser certo. Entretanto, apesar de tantos cuidados, as vezes, não escapamos de certos "e se..." por isso, agora vamos de Fernando Pessoa, porque hoje foi dia de pensar nesses tais  "e se..."

Na noite terrível

Na noite terrível, substância natural de todas as noites,
Na noite de insónia, substância natural de todas as minhas noites,
Relembro, velando em modorra incómoda,
Relembro o que fiz e o que podia ter feito na vida.
Relembro, e uma angústia
Espalha-se por mim como um frio do corpo ou um medo.
O irreparável do meu passado – esse é que é o cadáver!

Todos os outros cadáveres pode ser que sejam ilusão.
Todos os mortos pode ser que sejam vivos noutra parte.
Todos os meus próprios momentos passados pode ser que existam algures,
Na ilusão do espaço e do tempo,
Na falsidade do decorrer.

Mas o que eu não fui, o que eu não fiz, o que nem sequer sonhei;
O que só agora vejo que deveria ter feito,
O que só agora claramente vejo que deveria ter sido –

Isso é que é morto para além de todos os Deuses,
Isso – e foi afinal o melhor de mim – é que nem os Deuses fazem viver...

Se em certa altura
Tivesse voltado para a esquerda em vez de para a direita;
Se em certo momento
Tivesse dito sim em vez de não, ou não em vez de sim;
Se em certa conversa
Tivesse tido as frases que só agora, no meio-sono, elaboro –
Se tudo isso tivesse sido assim,
Seria outro hoje, e talvez o universo inteiro
Seria insensivelmente levado a ser outro também.


Mas não virei para o lado irreparavelmente perdido,
Não virei nem pensei em virar, e só agora o percebo;
Mas não disse não ou não disse sim, e só agora vejo o que não disse;
Mas as frases que faltou dizer nesse momento surgem-me todas,
Claras, inevitáveis, naturais
,A conversa fechada concludentemente,
A matéria toda resolvida...
Mas só agora o que nunca foi, nem será para trás, me dói.

O que falhei deveras não tem esperança nenhuma
Em sistema metafísico nenhum.
Pode ser que para outro mundo eu possa levar o que sonhei.
Mas poderei eu levar para outro mundo o que me esqueci de sonhar?
Esses sim, os sonhos por haver, é que são o cadáver.
Enterro-o no meu coração para sempre, para todo o tempo, para todos os universos,
Nesta noite em que não durmo, e o sossego me cerca
Como uma verdade de que não partilho,
E lá fora o luar, como a esperança que não tenho, é invisível pra mim.